Os problemas que estão sendo enfrentados pela Mercovia continuam sendo repercutidos na cidade. Uma equipe da Receita Federal realizou reunião com todas as unidades do setor de aduaneiro para debater a situação.

O rigor na fiscalização é apontado pela empresa concessionária do serviço como principal fator para diminuição do movimento na fronteira entre São Borja e Santo Tomé.

Segundo alegação da Mercovia, somente nos 12 primeiros dias do ano, o movimento caiu 40%. Isso pode estar colocando em risco 250 empregos. O principal problema apontado é a lei 13.043, de novembro de 2014, que prevê aplicação de multas quando não há descrição completa da mercadoria na nota fiscal. O empecilho é que a maioria das empresas tem seus sistemas em outros países, com regras diferentes de nomeação de produtos, que quando chegam à fronteira são barrados.

Para debater esta situação e obter mais informações, a Receita Federal local realizou videoconferência com representantes de Santana do Livramento, Uruguaiana, Chuí, Jaguarão, Bagé, Rio Grande entre outros locais. O encontro foi convocado pela Divisão de Administração Aduaneira.

O auditor da Receita de São Borja, André Taroncher, informa que a lei é aplicada da mesma forma em todas as aduanas. A principal atribuição para a diminuição do movimento no Centro Unificado de Fronteira (CUF) é devido à dependência da cidade do setor automotivo, se comparado aos outros locais.

Somente no ano passado foram registradas 160 demissões no CUF. Para debater a situação, uma reunião será realizada na segunda-feira (19) entre Associação Comercial Industrial de São Borja (Acisb), Câmara de Vereadores e Prefeitura Municipal. O encontro vai acontecer às 17hs.

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