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Itaqui vai receber usina termoelétrica

A cidade de Itaqui vai ser contemplada com uma usina termoelétrica, à base de casca de arroz. O empreendimento, com investimento de R$ 208 milhões, será realizado pela empreendedora alemã NBC e sua subsidiária no Brasil, com obras previstas para começar no primeiro semestre de 2016.

O governador José Ivo Sartori recebeu, no Palácio Piratini, representantes ligados à implantação do projeto, que deve gerar 100 empregos diretos na manutenção das usinas e 250 vagas na execução das obras.

Com uma planta de 35 mil metros quadrados e capacidade de processamento de 140 mil toneladas de casca de arroz por ano, a geração de energia térmica e elétrica será de 18 megawatts, 50% a mais do que a usina em funcionamento em São Borja.

Produção em São Borja

Na cidade, desde 2012, a usina, localizada as margens da BR 287, está em funcionamento. A termoelétrica local é pioneira na geração de energia pela biomassa de casca de arroz no Brasil, gerando assim um destino correto ao material que era considerado altamente prejudicial ao meio ambiente.

A implantação das duas usinas na Fronteira Oeste se deve ao fato de que a região é a maior produtora de arroz no Rio Grande do Sul.

Comércio deve ter aumento nas vendas em função do Natal

Em ano de orçamento mais apertado para as famílias, o comércio gaúcho deve registrar queda nas vendas de Natal. Esse cenário, que já era previsível, devido às dificuldades na economia, foi confirmado pela Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio).

Com base em um levantamento feito com 385 consumidores, às vendas do período devem cair cerca de 7% em termos reais. A pesquisa também apontou que cada gaúcho deve desembolsar, em média, R$ 455, 39, com os presentes de Natal neste ano.

40,7% dos entrevistados afirmaram que vão gastar menos ou muito menos do que no ano passado. Os itens que deverão ter maior procura neste ano, segundo o levantamento, serão vestuário com 68,1%, brinquedos com 44,7% e calçados com 28,1%.

Expectativa em São Borja

Em São Borja, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Wolmi Oliveira, projeta um crescimento nas vendas, neste final de ano, de 2% a 3%. Ele acredita em uma diminuição no valor gasto, em média, por cada consumidor, mas que não deve impactar de forma negativa a comercialização.

A CDL projeta que cada pessoa deverá gastar, em média, R$ 100 em presentes. Oliveira explica que por mais que o consumidor esteja mais cauteloso, no momento das compras, ele busca qualidade e preço acessível.

Outro fator que o presidente local da CDL considera positivo é a realização de campanhas promocionais por entidades da classe, que acabam, segundo ele, atraindo ainda mais o cliente.

Já o presidente do Sindilojas, Ibraim Mahmud, projeta que as vendas sejam semelhantes a 2014. Devido à desvalorização do real a expectativa é que os argentinos façam suas compras de natal em São Borja, ajudando o município a manter os índices de vendas.

Mahmud também considera que as ações promocionais com o objetivo de atrair clientes são importantes para fomentar as vendas.

Até o final de dezembro mais de 60 mil veículos devem cruzar a Ponte da Integração

Apesar da crise econômica no Brasil, com a desaceleração na atividade produtiva e no intercâmbio comercial, o Centro Unificado de Fronteira da Ponte da Integração São Borja-Santo Tomé espera repetir, este ano, a demanda de 2014.

No ano passado, foram 65 mil caminhões de carga, em operações de importação e exportação, atravessando a fronteira brasileiro-argentina.

De acordo com o Gerente Comercial da Mercovia, Alcir Jordani, foram registrados 53 mil veículos de janeiro a outubro. Se for mantida a média de 5,3 mil caminhões por mês, o ano fechará com 63,6 mil veículos de carga.

Esses números refletem uma fase de retração para o intercâmbio comercial, pois nos períodos de demanda aquecida, desde que a ponte foi inaugurada em dezembro de 1997, o movimento anual era de 85 mil a 90 mil caminhões.

O fluxo comercial pela Ponte da Integração é, principalmente, de exportações de produtos automotivos. Já as importações são de frutas, hortigranjeiros e pescados. Automóveis também são importados.

Cerca de 700 pessoas trabalham no Centro Unificado de Fronteira da travessia binacional. Nos períodos de maior movimento, mais de 300 caminhões passam pela fronteira, diariamente.

Atualmente, o fluxo tem sido menor chegando a 200.

Crise afeta emprego em alguns setores na cidade

Alguns setores já estão sentido os reflexos da crise em São Borja. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário suspendeu uma série de rescisões contratuais.

De acordo com o Presidente do Sindicato, Edmar Haffermann, uma empresa do setor elétrico, que prestava serviço para a AES SUL, demitiu 400 funcionários. Esse dado apesar de ser preocupante é isolado, porque a empresa está diminuindo as atividades na cidade, esclarece Haffermann.

Apesar disso, ele explica que a atual crise no país, política e econômica, já começa impactar diretamente em alguns setores da cidade.

Na construção civil, por exemplo, houve uma diminuição significativa na criação e manutenção das atuais vagas de emprego, devido às dificuldades que estão sendo impostas, principalmente, pelos bancos, nos financiamentos, o ritmo de novas construções já começa a diminuir.

O ano passado foi muito positivo para a construção civil, nesses últimos meses ainda são colhidos os resultados, mas para 2016 a projeção é de desaceleração no setor.

Com a diminuição na realização de novas obras, o setor de materiais de construção também pode ser influenciado. Nos últimos dias, o Sindicato recebeu rescisões de funcionários que trabalhavam em empresas desse segmento.

Em contrapartida, algumas lojas projetam um crescimento de até 35% este ano, enquanto outras esperam uma diminuição de pelo menos 15%.

Aumento na gasolina chega a R$ 0,15 em São Borja

A nova alta do preço dos combustíveis pegou a todos de surpresa, na capital a suba chegou a R$ 0,10. Em São Borja, a situação não é diferente. A nova majoração é atribuída aos constantes aumentos aplicados ao álcool anidro, que representa 27% na adição à gasolina.

Desde a terça-feira, os postos, em São Borja, estão aumentando os preços de forma gradativa, à medida que os estoques são repostos pelas distribuidoras. A diferença chega a R$ 0,15. Em janeiro de 2016, uma alta significativa nos combustíveis do Rio Grande do Sul deve acontecer por conta da majoração nas alíquotas de ICMS.

Número de imóveis tributados pode aumentar em São Borja

Há mais de um ano uma empresa, contratada pela Prefeitura de São Borja, faz o reinventário dos imóveis urbanos na cidade. O objetivo é identificar esses imóveis e a área construída. Atualmente, existem cerca de 17 mil imóveis tributados, a expectativa é de que esse numero chegue a 23 mil.

O secretário da Fazenda, Bruno Maurer, confirma que os critérios de incidência do Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana vão mudar. O valor dos imóveis, que está defasado, também será corrigido.

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