Sindicato dos Bancários em São Borja tenta adesão de novos bancos

A segunda semana da greve dos bancários no país permanece sem perspectiva imediata de solução. Em São Borja, estão paradas as agências da Caixa Econômica Federal e HSBC, enquanto segue a tentativa de convencimento para adesão a funcionários do Banco do Brasil, Banrisul e Bradesco.

Em algumas dessas agências bancárias o atendimento já é parcial. Os bancários pedem 16% de reajuste salarial, mas a Federação dos Bancos oferece 5,5%.

A reivindicação também inclui um piso salarial de R$ 3.290 mil, auxílio-creche de R$ 786, além do fim de metas para os bancários.

Comércio registrou queda nas vendas para o Dia das Crianças

A venda do Dia das Crianças registrou queda em 2015. A expectativa da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo era atingir R$ 250 milhões em vendas, valor que foi registrado em 2014.

Neste ano, as vendas não passaram de R$ 243 milhões, o que representa um recuo de 3%, se comparado com o mesmo período do ano passado. Vestuário e brinquedos foram os itens mais comprados. O valor médio dos presentes ficou em R$ 75, segundo a AGV.

Em São Borja, a projeção inicial é que também tenha diminuído a comercialização para o dia das crianças. Segundo presidente do Sindilojas, Ibraim Mahamud, na cidade a estimativa é mesma e a queda também foi de 3%.

A grande quantidade de chuva e o feriado do dia 10, que caiu no sábado, são os fatores apontados. Neste ano, não foi realizado o acordo para a possibilidade de abertura do comércio no feriado municipal, devido ao não acerto do dissídio coletivo entre Sindicato dos Comerciários e Sindilojas.

Comércio estará fechado no feriadão em São Borja

O Sindilojas e Associação Comercial e Industrial alertam para o fato de que o comércio de São Borja ficará três dias fechados, de sábado a segunda-feira. Isso se deve ao fato de que, além do recesso normal de domingo, neste sábado é feriado municipal de São Francisco de Borja e segunda-feira é feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida.

Segunda também é Dia da Criança e, com isso, o alerta do presidente do Sindilojas, Ibrahim Mahmud, é de que a compra de presentes tem de ocorrer até hoje. O mesmo vale para as demais compras de suprimento para o final de semana prolongado.

Preço do pão vai aumentar nos próximos dias

A previsão é que o preço do pão aumente até 20% nos próximos dias no Rio Grande do Sul. O motivo é o aumento do custo do trigo importado, devido às elevadas cotações do dólar em relação ao real.

Uma tonelada do cereal, que vinha sendo comprada no exterior por 720 dólares, aumentou para 1.080 dólares. A indústria moageira argumenta que não tem como suportar a alta, pois das onze milhões de toneladas de trigo gastas por ano, cinco mil são importadas.

Mais bancos aderem à greve em São Borja

No início dessa semana os bancários de São Borja decidiram aderiram a parlisação nacional dos bancos. Os bancários rejeitaram a oferta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Eles pedem um reajuste de 16% e a Fenaban ofereceu aumento de 5,5%, frente a uma inflação de 9,88%. Na segunda-feira, apenas os bancos HSBC e a Caixa Econômica Federal estavam com as atividades paralisadas, e o Banco Itaú encontrava-se funcionando parcialmente.

Após negociações entre o Presidente do Sindicato dos Bancários, Jânio de Brum, e os outros bancos da cidade, a adesão ao movimento foi ampliada.

A informação atual é de que estão sem funcionamento também, nesta quinta-feira, dia 8, os bancos Bradesco e o Itaú, que até então funcionava parcialmente, mas hoje, encontra-se com suas operações suspensas.

Câmara Binacional se reuniu nesse início de semana

A Câmara Binacional São Borja (Brasil) – Santo Tomé (Argentina), que une os dois municípios vizinhos para discutir e buscar soluções para os problemas fronteiriços, realizou reunião de trabalho nesta segunda-feira (05/10), na Câmara de Vereadores de São Borja.

Na ocasião, estiveram em pauta assuntos como a construção da Barragem Garabi/Panambi, a regulamentação de acordo provincial, o tráfego local, a insegurança e o consumo de drogas, além da proposta de integrar nas reuniões e nas atividades da Câmara Binacional representantes dos poderes Executivos, e outras entidades de São Borja e Santo Tomé.

Após o debate ficou acertado que é de interesse da Câmara Binacional que avance o projeto de construção do complexo hidrelétrico Garabi-Panambi, em razão da expectativa de crescimento e desenvolvimento econômico e a necessidade de energia para o Brasil e a Argentina.

No entanto, a Câmara Binacional acredita que para a construção e instalação do complexo hidrelétrico devem ser, prioritariamente, discutidos e debatidos os interesses locais, por exemplo, não é possível ser instalada uma hidrelétrica na região e os municípios ao redor padecerem de falta de energia.

Ainda, devem ser preservados os aspectos ambientais, com a mínima intervenção possível, especialmente pela importância do Rio Uruguai. Outra decisão tomada na reunião foi a de solicitar urgência para a regulamentação do "Acordo entre Brasil e Argentina sobre Localidades Fronteiriças Vinculadas", firmado em novembro de 2005 e aprovado pelo Congresso Nacional em 2011.

Esse acordo permitirá aos brasileiros e argentinos residentes na fronteira o livre acesso entre as cidades sem a necessidade de enfrentar filas ou outros empecilhos que possam dificultar a circulação de ambos os lados. A Câmara Binacional acredita que, com o passe aberto na fronteira, o turismo, a economia e a integração serão dinamizados, além de contribuir com o desenvolvimento social e econômico das comunidades.

Quanto ao tráfego local, persiste o problema da falta de um ônibus que faça a linha São Borja-Santo Tomé. Segundo informações, o governo argentino abriu licitação para a prestação desse serviço, no entanto, não houveram empresas interessadas.

Foi proposto também a criação de um passe livre para estudantes brasileiros que cursam faculdade em Santo Tomé e alunos argentinos que queiram estudar em São Borja. Assim, os estudantes poderiam obter gratuidade ou pagar apenas parte do pedágio em dias úteis. O gerente geral da empresa que administra a Ponte, José Luiz Vazzoler, explicou que, por enquanto, isso é inviável pois existe um contrato de concessão que determina o valor das tarifas e para modificar essa contrato existe um tramite legal e burocrático, passando inclusive pela aprovação do Senado dos dois países.

Este contrato se encerra em oito anos e na próxima negociação essa medida já pode ser prevista. O encontro da Câmara Binacional também debateu a insegurança e o consumo de drogas na fronteira. Foi acertada a realização de um seminário em conjunto para discutir a entrada de drogas nas cidades e as políticas públicas que podem ser implantadas para combater o problema.

Ao final da reunião foi proposto um calendário para que a cada dois meses, sejam realizadas as reuniões conjuntas, iniciando no dia 30 de novembro.

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