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Dinheiro da Prefeitura é bloqueado pela falta de pagamento da previdência dos funcionários

Em entrevista a Empresa São-borjense de comunicação, o Secretário da Fazenda, Bruno Maurer e o Prefeito Farelo Almeida, traçaram um panorama sobre a situação econômica de São Borja.

As notícias não são nada agradáveis. Isso porque, a verba referente ao parcelamento do fundo de previdência dos funcionários está bloqueada, devido ao atraso na parcela do mês de junho.

Como consequência cerca de R$ 490 mil do fundo de participação do Município está retido. Segundo o Secretário da Fazenda, Bruno Maurer, toda a verba que entra nos cofres públicos está bloqueada até o montante total da dívida ser quitado.

A situação é a mesma do governo do Estado. Devido à falta de repasses dos órgãos Estadual e Federal a situação econômica é agravante e não há como prever o pagamento dos salários do mês de agosto ao funcionalismo público.

O estado deposita o valor do ICM toda a terça-feira. A previsão era que fosse liberado o montante de R$197 mil, porém foram recebidos apenas R$92 mil. Sendo que o valor da folha do funcionalismo, com os encargos, chega a R$5 milhões.

Alternativa

Como forma de conter os gastos algumas demissões de cargos de confiança já estão acontecendo. Cerca de 20 CCs foram exonerados.

Quanto aos convocados no concurso público, o secretário explica que não há um aumento nos gastos, mas sim a substituição de contratados temporários por concursados. Nos próximos dias, cerca de 90 contratos estão vencendo na área da saúde.

Os aprovados no concurso deverão ser chamados em até um mês. Tempo suficiente para estabilizar as finanças do município, de acordo com a Prefeitura.

Prazo para renegociação do Refisb termina hoje

A secretaria Municipal da Administração e Fazenda faz plantão hoje, excepcionalmente, ate às 15h. O objetivo e receber contribuintes inadimplentes para o acerto da dívida em condições facilitadas, através do Refisb.

Nesta sexta-feira, termina o prazo de renegociações, segundo lei municipal, podendo haver acerto para pendências dos últimos cinco anos, até dezembro de 2014.

Para pagamento à vista é assegurado desconto de 100% no juro e na multa, mas também há chance de parcelamentos com descontos menores. Os devedores, além de regularizar a situação, podem suspender execuções judiciais em andamento.

O secretário Bruno Maurer alerta que as dívidas não renegociadas serão encaminhadas para cobrança judicial. O município, como o Estado e a União, buscam receber atrasados para formar receitas emergenciais, inclusive para pagar o funcionalismo.

Em São Borja os maiores atrasos são de IPTU, mas também de alvarás, ISSQN e Contribuições de Melhorias.

Crédito emergencial para pessoas atingidas pela enchente está disponível em São Borja

O Banrisul anunciou no final da última semana a abertura de linhas de crédito emergenciais para pessoas físicas e jurídicas e produtores rurais que tiveram suas residências ou negócios atingidos pelas enchentes que acontecem no estado.

Clientes atuais ou novos podem solicitar crédito pessoal ou para compra de material de construção. Já para micro e pequenas empresas que registraram danos ou prejuízos em seus estabelecimentos comerciais, industriais ou de agronegócios, têm acesso à modalidade de crédito empresarial Emergencial, destinada para capital de giro.

As linhas de crédito possuem condições diferenciadas, com prazo para pagamento de até 36 meses, sendo que as pessoas físicas têm um período de até três meses para pagamento da primeira parcela e as pessoas jurídicas de até seis meses de carência.

Os interessados podem procurar as agências ou postos bancários do Banrisul nos municípios que estão em situação de emergência. Em São Borja, como a cidade foi incluída no decreto de emergência do governo do estado, as pessoas prejudicadas pela enchente podem solicitar esse crédito na agência local do Banrisul.

Segundo o gerente de contas de pessoas jurídicas, Gustavo Bernardes, a procura ainda está em baixa na cidade. A expectativa é que nessa semana seja ampliada a demanda, a partir do momento que mais detalhes forem colocados a disposição da comunidade.

O valor de cada crédito é definido após uma avaliação que é realizada por equipes do Banrisul, diretamente nas residências ou negócios atingidos pela enchente.

Sindicato pode paralisar atividades a qualquer momento

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação em São Borja intensifica mobilização, iniciada há algumas semanas, com a perspectiva de possível deflagração de greve.

O argumento é de que o sindicato patronal estaria complicando as negociações, tendo até ameaçado retirar os direitos dos funcionários para assegurar algum ganho real.

A intenção é criar dois pisos salariais para a categoria, o que é inaceitável, segundo o presidente do sindicato operário, Hugo Chimenes.

A pauta de reivindicações pede manutenção das chamadas cláusulas sociais, ganho de 5% no salário e piso de R$ 1,3 mil reais.

Impasses semelhantes vêm ocorrendo em Itaqui, onde já houve paralisação de trabalhadores na última semana.

Inscrições abertas para curso de Pecuária

O Sindicato Rural em São Borja está com inscrições abertas para o curso de Atualidade de Pecuária de Corte, iniciativa da Comissão de Jovens Produtores na cidade.

O curso acontece de 15 de agosto a 31 de outubro, com aulas sempre aos sábados. O custo por participante é de R$ 1,2 mil, podendo ser parcelado em até 4 vezes.

Mais informações podem ser solicitadas na secretaria do Sindicato Rural, ou pelo telefone.

Enchente do Uruguai prejudica a produção de arroz

As chuvas e instabilidades do clima nos últimos dias só vêm aumentando a preocupação dos produtores de arroz, em relação à preparação e implantação da futura lavoura.

O preparo do solo se mantém em 25%, já que desde a semana passada o trabalho está parado, segundo o técnico do Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga), Luciano Alegre.

Existem ainda os problemas da enchente do Rio Uruguai e afluentes, que inundou mais de 6 mil hectares destinados as lavouras.

O Irga considera que o período de chuvas mais intensas, provocadas pelo El Niño, ocorra em agosto e setembro, e a previsão de que São Borja repita o plantio de 48 mil hectares de arroz não está descartado.

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