O aumento dos índices epidemiológicos de várias doenças é alarmante, especialmente das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), exigindo um cuidado especial da população quanto a sua saúde e sua alimentação. A maioria dessas doenças está relacionada com o padrão alimentar inadequado.

As DCNT são a maior causa de morbimortalidade no Brasil, doenças como obesidade, as dislipidemias (colesterol e triglicerídeos elevados), hipertensão, diabetes, doenças da tireoide e o câncer são exemplos de doenças que tem uma relação importante com o erro alimentar pelo consumo excessivo de gordura animal, ingestão insuficiente de frutas, verduras e legumes, aumento do consumo de industrializados e gordura trans, excesso de sal e de açúcar na dieta habitual.

O papel do nutricionista vai além da simples oferta de um cardápio ou dieta alimentar, como se pensa erroneamente. O objetivo não é oferecer dietas prontas, não personalizadas, mas sim despertar a capacidade do indivíduo para a mudança de comportamento alimentar, para realizar escolhas alimentares mais saudáveis que contribuam para o seu bem-estar físico e de saúde.

No tratamento das principais doenças que acometem a população, é preciso um plano nutricional bem elaborado, levando em consideração a fisiopatologia da doença, quadro clínico do paciente, seus exames, medicamentos em uso, hábitos familiares, renda familiar e disponibilidade dos alimentos. De acordo com a nutricionista Carolina Ruzznati Alves, “é incrível a diferença que pode ser observada quando o paciente está em tratamento médico e junto faz uma reeducação alimentar”.

Ela explica que somente com medicação não é possível alterar o quadro clínico se a pessoa não melhorar seu padrão alimentar. “A cada dia vejo a importância do meu trabalho, pois o resultado com os pacientes é maravilhoso. São mudanças na alimentação que beneficiam a toda a família”, conclui.

Segundo a profissional, é preciso trabalhar na prevenção de todas essas doenças, mas quando a pessoa já está com o diagnóstico, deve-se focar no tratamento.

Tipos de acompanhamento feitos pelos nutricionistas

* Nutrição na hipertensão arterial - Adequar a alimentação para ajustar o peso do paciente (se necessário emagrecer) com dieta hipocalórica, controlar o consumo de sódio, diminuir ou excluir o álcool, ajustar ingestão de potássio, incentivar atividade física e combater o tabagismo são as recomendações da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Nesse caso, a nutrição vai ter papel fundamental tanto na prevenção quanto no tratamento da hipertensão.  

* Nutrição nas dislipidemias - Conforme a Diretriz Brasileira de Dislipidemia e Prevenção de Aterosclerose, precisamos ter uma dieta rica em fibras alimentares, fitoesteróis, frutas e vegetais diversificados que irão fornecer doses apropriadas de substâncias antioxidantes, adequação do consumo de carboidratos e gorduras, dieta com restrição de calorias e exclusão total do álcool.

* Nutrição na obesidade - De acordo com a Diretriz Brasileira de Obesidade, intervenções nutricionais são mais bem sucedidas quando aliadas ao aumento do gasto calórico, modificação comportamental, sendo que um planejamento alimentar mais flexível, que objetive reeducação alimentar, em geral obtém mais sucesso. Tratar a obesidade requer um olhar muito cuidadoso do profissional, investigar detalhadamente quais as causas da obesidade. Cada paciente tem uma história, alterações clínicas diferentes, mudanças hormonais. Quando o paciente vai para cirurgia bariátrica e metabólica, é feito o acompanhamento pré e pós-operatório. O nutricionista tem papel fundamental no aconselhamento e introdução da alimentação para esse grupo de pacientes.

* Nutrição no diabetes mellitus - Nesse caso o controle alimentar é fundamental. Pessoas com diabetes precisam controlar a ingestão de carboidratos, tipo de carboidratos, retirar o excesso de gordura da alimentação, ter uma dieta rica em fibras, organizar os horários da alimentação de acordo com a medicação, adequar o peso se necessário e cuidar da hidratação. São intervenções básicas que o nutricionista faz e que ajudam muito no tratamento.

* Nutrição na síndrome metabólica - O que define a síndrome metabólica é um conjunto de alterações que inclui hipertensão, dislipidemia, glicose de jejum elevada e acúmulo de gordura abdominal. Nesse caso, quando o indivíduo apresenta várias patologias ao mesmo tempo, o tratamento deve ser mais cuidadoso e aliar alimentação adequada com as medicações prescritas.

* Outros casos - Outras doenças como hipotireoidismo, câncer, doença celíaca e intolerâncias alimentares como lactose e gastrite também requerem muita atenção na elaboração e orientação da dieta alimentar.

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