FLÁVIO SARTORI

I

Faleceu, no final da última terça-feira, o empresário e veterinário Flávio Campos Sartori. Ele tinha 52 anos, lutava contra uma enfermidade havia alguns anos e de uns tempos pra cá viu o quadro se agravar. Reconhecido veterinário e compositor, era muito ligado a cultura gaúcha. Fez parte do quadro diretivo do Centro Nativista Boitatá e participava ativamente de festivais musicais, tendo acumulado, ao longo dos anos, diversas premiações e deixado um acervo de cerca de mil músicas.

II

Um dos poucos frequentadores do mundo virtual que não se deixou contaminar pela toxicidade das redes sociais, começava e terminava o dia sempre da mesma forma, dando ‘bom dia’ e ‘boa noite’ à sua ‘queridagem’, como chamava seus amigos. Era conciliador e avesso a polêmicas e cultivava a empatia já há tempos, muito antes de virar a palavra da moda. Flávio deixa a esposa Luciane, os pais José e Clara, a irmã Cristiane e o cunhado José Horácio, além de sobrinhos e centenas de amigos e admiradores.

 

SEM LÓGICA

Não tem lógica a limitação de horário para funcionamento do comércio, bares e restaurantes imposta pelo governo do Estado às cidades que fazem parte de regiões que estejam sob bandeira vermelha. Pelo contrário, quanto mais se alonga o período de funcionamento de determinado estabelecimento, mais espaçado fica o atendimento aos clientes. Vale o mesmo raciocínio utilizado nas eleições, em que o horário de votação foi uma hora maior que em anos anteriores justamente com esse objetivo.

Essa limitação, além de não ter benefícios, só prejudica os comerciantes.

 

INVERSÃO

Inacreditável a conversa dos comunicadores Kelly Matos e David Coimbra no programa Time Line, da rádio Gaúcha, na última quarta-feira, em que saíram na defesa dos bandidos que aterrorizaram Criciúma. Kelly, parafraseando o comunista alemão Bertold Brecht, disse que “crime não é roubar, mas fundar um banco”, enquanto que Coimbra falou que “os criminosos tiveram respeito pelo cidadão”. Será que os milhares de empregados em bancos concordam? Será que a família do policial atingido com um tiro concorda?

Curiosamente, o programa era patrocinado pela Unicred, que já emitiu nota cancelando o contrato, juntamente com outras quatro empresas.

É assustadora a inversão de valores, principalmente quando parte de formadores de opinião.

ARMAS

O pessoal contrário à legalização do registro de armas por parte do cidadão comum aproveitou o assalto ocorrido em Criciúma para justificar sua posição. Só que duas coisas não fecham nesse raciocínio. Primeiro, criminoso não compra suas armas em lojas legalizadas, com nota fiscal. Segundo, ainda que fizesse isso, não ia conseguir esse armamento pesado utilizado no assalto, capaz de derrubar até mesmo aeronave.

Esse é no mercado negro. E sem CPF.

 

DEBOCHE

O Ministério Público do Mato Grosso gastou R$ 2,2 milhões para comprar 400 celulares de última geração, como Iphone 11, Galaxy Note 20 e Galaxy S10, para uso de promotores e procuradores de Justiça. O órgão esclareceu que “os celulares têm preços similares aos computadores, mas dispõem de ferramentas mais modernas e proporcionam mais segurança”. Conversa fiada para justificar vantagem indevida. É evidente que promotores e procuradores não vão trabalhar com o celular e que vai ter computador na mesa de cada um.

Uma classe que tem o salário inicial de cerca de R$ 28 mil pode comprar seu próprio celular.

 

SOBE E DESCE

Dentre os principais partidos do país, as siglas que tiveram mais destaque, seja para cima, seja para baixo, nessas eleições, foram o PSDB, MDB, PT, DEM e PP. O número de prefeituras do PSDB caiu de 785 em 2016 para 520, enquanto as do MDB foram de 1.035 para 784. O PT, que tinha 254, foi para 183, e ficou sem nenhuma capital. Já o DEM passou de 266 para 464, e o PP saltou de 495 para 685.

 

DERROTA

Considerando que o PP e o DEM integram o Centrão, que fazem parte da base de apoio do governo federal, e o PT é o maior adversário político de Bolsonaro, fica difícil concordar com o prognóstico de que o presidente foi o maior derrotado do pleito. Os maiores derrotados foram PSDB, MDB e PT, partidos que até pouco tempo atrás davam as cartas no país.

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