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As paralizações dos caminhoneiros em todo o país, que entraram no seu oitavo dia, estão trazendo sérias consequências para a população. A cidade está sem combustíveis e sem gás de cozinha desde a semana passada e muitos produtos alimentícios, como hortifrutigranjeiros e congelados, já estão em falta nos supermercados. Na manhã desta segunda-feira, dia 28, nem postos nem revendas sabiam informar quando terão o produto à venda novamente.

 

Nos supermercados, além do desabastecimento, há queixas com relação à alta exorbitante de alguns produtos mais escassos, como legumes e verduras, por exemplo. Há problemas com o falta de insumos para a área da saúde e o Hospital Ivan Goulart pede que as pessoas se informem antes de comparecer para algum procedimento.

 

A falta de combustíveis provocou a suspensão das aulas nas escolas estaduais neste início de semana e nas escolas municipais da zona rural de São Borja. Nas universidades também não há aula. As escolas particulares ministram aulas normais nesta segunda-feira. Na Prefeitura e na Câmara o expediente segue normal e uma comissão de crise se mantem atenta ao movimento.

 

Os postos de Saúde atendem normalmente, mas há restrições em viagens para pacientes. Ainda na cidade existem restrições no transporte coletivo com carros circulando apenas de duas em duas horas e na coleta de lixo urbano, que está sendo feito em menos um dia, do cronograma semanal. Há restrições igualmente nas linhas de ônibus interurbanos, segundo a Estação Rodoviária.

 

MANIFESTAÇÕES

Em todo o país seguiam as manifestações caminhões de combustíveis para serviços essenciais estão sendo escoltados pela Polícia. Na região de São Borja, tem manifestações de caminhoneiros e agropecuaristas na BR 285, saída para São Luiz Gonzaga. Na sexta-feira, dia 25, houve uma grande carreata pelas principais ruas da cidade que contou com apoio do comércio, indústria e agropecuaristas. Neste domingo, dia 27, centenas de pessoas se reuniram no Parcão para apoiar o movimento e um grupo chegou a ir até em frente ao 2º RC Mec, pedir também apoio aos militares.

 

O governo atendeu algumas reivindicações dos caminhoneiros como redução do preço do diesel em R$ 0,46 por litro, a não cobrança do eixo suspenso de caminhões e prometeu reajuste o combustível de 30 em 30 dias. No entanto, parte da categoria não acatou o acordo firmado na noite de domingo em Brasília e segue com manifestações em diferentes pontos do país. A intervenção das forças armadas, a pedido do presidente Michel Temer, tem se reservado a garantir atividades nas refinarias e transporte de combustíveis e produtos essenciais a serviços de emergência.

Por Edson Arce

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