Opinião: É hora de resgatar a metade Sul do Estado

Lasier Martins (*)

Há décadas a metade sul do Rio Grande do Sul vem sofrendo perdas significativas na economia. O protagonismo econômico que a região teve em momentos históricos como a Revolução Farroupilha, ficou no passado. Apesar de ocupar mais da metade do território do estado, os municípios que compõem a região representam menos de 20% do PIB gaúcho. Recentemente, alguns suspiros como os estaleiros, o Porto de Rio Grande, a produção de soja, a produção de vinho de Bagé e Santana do Livramento, e o polêmico uso do carvão mineral de Candiota geraram boas perspectivas. Mas a estagnação prevaleceu.

A situação tende a ficar ainda mais grave com a crise das finanças públicas e a escassez de recursos a serem investidos. Por isso, para enfrentar essa situação com real potencial de mudá-la, propus a criação da Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) da Metade Sul do Rio Grande do Sul. O Senado aprovou por unanimidade a pauta, que está agora para a Câmara dos Deputados, onde terá todo nosso empenho pela aprovação.

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Vacina da gripe: o que há de novo?

* Blog da doutora Ana Escobar

Começou a campanha de vacina contra a gripe. Até aí, você pode achar que não há nenhuma novidade e que todo ano é a mesma coisa. Só que não. Neste ano de 2019 houve algumas informações interessantes e importantes, principalmente no que diz respeito a quem pode receber a vacina.

Uma das mais significativas é que quem tem alergia a ovo pode tomar a vacina, desde que a receba em local adequado e preparado. Deve aguardar 30 minutos para ser liberado(a). Portanto, não há mais limitação para as pessoas com esta condição.

Outra informação importante é que as pessoas com imunossupressão também estão autorizadas a recebê-la. Isso é essencial posto que a gripe nestas pessoas pode ser muito grave.

A faixa etária também foi ampliada. Na rede pública, até o ano passado apenas crianças com 5 anos incompletos poderiam receber a vacina. Neste ano, crianças até 6 anos incompletos podem comparecer aos postos de saúde e tomar a vacina gratuitamente.

A composição da vacina também foi alterada, de acordo com os vírus mais frequentes, neste ano, no hemisfério sul. Estão nesta vacina tríplice os vírus Influenza A H1N1, Influenza A H3N2 (atualizado) e um Influenza B também atualizado. Portanto, a vacina deste ano é diferente da vacina de 2018.

Algumas dúvidas mais comuns

- Quais as contraindicações para receber a vacina da gripe 2019?Não há. TODAS as pessoas com mais de 6 meses de idade podem recebê-la.

- Quem está com febre pode tomar a vacina? É mais prudente esperar o processo febril terminar e depois receber a vacina.

- Crianças com tosse e sem febre podem receber a vacina? Podem.

- Vacina da gripe dá gripe? NÃO. Impossível. A vacina é feita com um fragmento do vírus e esta “parte” do vírus NÃO causa gripe. Como há muitos vírus respiratórios circulando nesta época, muitas pessoas acham que foi a vacina que deu “gripe”.

- “Tomei a vacina e peguei gripe”: isso é possível? Sim. Mas não pela vacina. Você pode ter pego um outro vírus que não está contemplado na vacina. Lembrando que os vírus escolhidos para compor a vacina são os mais “perigosos”.

- Quanto tempo a vacina leva para fazer efeito? Uns 15 dias.

- Quem pode tomar a vacina gratuitamente na rede pública? Crianças de 6 meses até 6 anos incompletos, idosos (mais de 60 anos), gestantes, puérperas de até 45 dias, portadores de doenças crônicas, professores das redes pública e privada, profissionais de saúde, pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema prisional e adolescentes de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas.

- E quem não está neste grupo? Pode receber na rede privada. A vacina custa de 100 a 200 reais.

Vacinem-se. Proteja você e quem anda perto de você neste mundo.

Opinião: Dia mundial de consciência sobre o autismo: 2 de abril

 

Gabrielle Sarah da Silva Bezerra (*)

O autismo também denominado de Transtorno do Espectro Autista (TEA), classificado dessa maneira pelo Manual de Diagnósticos e Classificações de Transtornos Mentais (DSM V), é um transtorno de neurodesenvolvimento, pois afeta todo o desenvolvimento global do indivíduo, que possui “prejuízo persistente na comunicação social recíproca e na interação social (Critério A) e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades (Critério B)”.

No Brasil ainda não existem estudos do número geral de pessoas com o TEA, no entanto, segundo a ONU, os pesquisadores estimam que existam mais de dois milhões de pessoas no Brasil e cerca de 70 milhões de pessoas com autismo no mundo, ou seja, aproximadamente 1% da população Mundial. Atualmente, de acordo com o Centers for Disease Controland Prevention (CDC), 1 em cada 68 crianças foram identificadas com TEA nos Estados Unidos.

Devido a esse número expressivo de pessoas com autismo, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) decretou, em 18 de dezembro de 2007, o dia 2 de abril como o Dia Mundial de Consciência sobre o Autismo. Essa ação foi criada para promover uma maior compreensão de todos sobre o TEA, além de incentivar os pais a buscarem terapias de intervenção precoce e também a continuidade destas ao longo da vida, afim de que as pessoas com autismo possam ser incluídas na sociedade.

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Opinião: O impacto social do desperdício e a relação com a fome

Luciana Basile (*)

O Dia Mundial da Alimentação, comemorado no dia 16 de outubro, foi criado com o objetivo de proporcionar uma reflexão a respeito do quadro atual da alimentação mundial. A data corresponde à criação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e a cada ano um tema é escolhido e, a partir dele, várias ações são realizadas ao redor do mundo. Recentemente, a entidade emitiu um relatório mostrando que mais de 800 milhões de pessoas vivem não ingerem a quantidade de calorias suficientes para suprir suas necessidades energéticas diárias. No Brasil, em torno de 5,2 milhões de brasileiros passaram fome em 2017.

Neste processo, um dos problemas que alimentam o ciclo é o desperdício de alimentos, presente em todos os níveis da cadeia alimentar.  Estima-se que, no mundo, cerca de 1,3 bilhão de toneladas de comida sejam jogadas no lixo. E não só o alimento na sua fase final: os elementos utilizados para a produção também se perdem. Água, terras, desmatamento, transporte e gastos de energia empregados em todo processo, são utilizados em vão, fazendo com que se intensifique a produção, emitindo mais gases estufa.

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Opinião: 14 anos sem Brizola

 

Juliana Brizola (*)

Em tempos difíceis, em que a sociedade passa por um momento de descrédito em relação à política brasileira, sobretudo em relação aos seus representantes, trazer à tona a história de um homem como Leonel de Moura Brizola se faz de extrema importância. Mais do que isso, diga-se de passagem, é algo inspirador. Enquanto muitos utilizam a política para se locupletar, enaltecer uma figura pública que, até o seu último suspiro, lutou bravamente pela emancipação do povo brasileiro nos motiva a acreditar em um mundo melhor.

 

O menino pobre, que atendia pelo nome de Itagiba, saiu de Carazinho – quem diria – para mudar a vida de milhares de pessoas. Vítima de suas convicções, batalhou por um Brasil melhor, lutou por liberdade, almejou, com todas as forças, a justiça social e, sobretudo, a soberania de seu povo. Passou por períodos amargos, exilado de sua Pátria foi, mas retornou, após golpe militar, aclamado pelo povo.

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Gente e Política: Deco Almeida 35 anos de colunismo social

 

DECO ALMEIDA

I

Construtor de uma carreira dedicada à imprensa escrita e falada, que inclui mais de mil colunas publicadas na Folha de São Borja desde 1983, o nosso companheiro de trabalho, Deco Almeida, completa 35 anos de colunismo social, assinando uma das mais prestigiadas páginas do bi-semanário mais antigo da cidade.

Sua coluna, lida com avidez pelos leitores do jornal, é um registro dos principais acontecimentos, não apenas de fatos sociais, mas, não raro, de assuntos políticos e de economia com repercussões importantes na comunidade são-borjense.

II

Profissional atento, dedicado, correto e muito bem informado, o Deco obteve nesse período em que atua na Folha de São Borja, o reconhecimento e a admiração, não só dos são-borjenses, mas do jornalismo gaúcho, pela obstinação e apurado faro jornalístico acompanhando o dia-a-dia da cidade e do estado, sempre inovando na abordagem e na publicação das suas informações privilegiadas.

A Folha, por sua direção e colegas, se aliam a homenagens que lhe prestam seus amigos, familiares e a sociedade de Sã Borja.

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