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Lucas Redecker (*) 

A geração de energia fotovoltaica é a que mais cresce no mundo. No ano passado ela teve um incremento de 33% em relação ao ano anterior. Aqui no Rio Grande do Sul o tema tem sido tratado como prioridade dentro da Secretaria de Minas e Energia. Várias ações estão em andamento para desenvolver esta cadeia produtiva e entre elas cito a criação de um grupo de trabalho (GT Solar), a elaboração do Atlas Solarimétrico, a publicação de um decreto beneficiando quem quer produzir a sua própria energia e mais um programa de incentivo está em fase de preparação.

O decreto número 52.964, que entrou em vigor no último dia 01 de junho, isenta de ICMS a mini e microgeração de energia para consumo próprio. Essa é a primeira vez na história que os gaúchos recebem tal incentivo. Na esteira desse programa, outro está sendo preparado e deverá ser lançado nas próximas semanas. Trata-se do Programa RS Energias Renováveis, que vai permitir, entre outros, o acesso a linhas de crédito junto aos bancos de fomento para construção de empreendimentos ligados à cadeia fotovoltaica.                                

Com os incentivos ofertados e o aumento da procura, espera-se como consequência, uma gradativa redução nos preços dos equipamentos para geração de energia solar, ainda considerados caros. Os benefícios em longo prazo, entretanto, compensam o investimento. Atualmente, o Rio Grande do Sul é o quarto estado brasileiro em potência instalada, com 352 conexões de micro e mini geração distribuída registrados na Aneel.

Sabemos que temos um grande potencial para gerar energia a partir do sol, mas agora queremos saber em que proporção. É o que deverá responder o Atlas Solarimétrico, que está em fase de elaboração e com previsão de lançamento para 2017. A exemplo do Atlas Eólico, que já existe, ele vai quantificar e mostrar onde está o potencial do RS nessa área e também será uma espécie de cartão de visitas para atrair novos investidores.

Esse é apenas o começo do trabalho em favor da expansão das energias limpas e renováveis na matriz energética do Estado. Muito já se fez e muito ainda está por ser feito. O fato é que a geração de energia, não importa a fonte, é vista pelo governo do Estado como fator estratégico para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Temos procurado agir à altura desse desafio e tenho certeza que muitas outras notícias boas neste setor ainda estão por vir.

(*) Secretário de Minas e Energia do RS

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