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Celso Morais (*)

De certa forma é curioso que nos tempos atuais, o uso do cinto de segurança ainda não seja uma unanimidade. Condutores e passageiros nem sempre fazem uso do dispositivo de retenção, sobretudo nas cidades e em pequenos deslocamentos. Entretanto em rodovias tem-se percebido que, por vezes, não é utilizado.

 

Enquanto uma parte da sociedade continuar a associar o uso do cinto de segurança com uma obrigação para escapar de multa de trânsito, esse cidadão não terá como entender o real motivo de sua utilização.

 

O principal motivo da obrigatoriedade do uso do cinto de segurança, é para nos protegermos em caso de colisões frontais, laterais, traseiras, capotamentos, entre outros. Quando estamos dentro de um veículo em movimento, qualquer obstáculo que faça com que haja uma mudança no movimento do veículo, isso afeta diretamente quem estiver dentro dele. 

 

Desta forma, em um acidente, se estivermos sem o cinto de segurança, a depender do tipo de dinâmica do acidente, seremos jogados contra o para-brisas dianteiro, contras as laterais, poderemos bater contra diversas partes metálicas do veículo, seremos jogados contra os demais ocupantes, ou mesmo jogados para fora do veículo, o que acontece bastante em capotamentos e em algumas derrapagens. Lembrando que estaremos sem capacete, com possibilidade enorme de batermos a cabeça, com riscos severos de lesões permanentes ou morte.

 

Nas situações de acidentes, o cinto de segurança nos mantém presos e firmes no assento, evitando que tenhamos lesões graves, principalmente nos acidentes mais simples. O uso do cinto de segurança vale tanto para o condutor, quanto para os passageiros, todos eles. E se forem crianças, o cinto de segurança deve ser utilizado em conjunto com bebe conforto, cadeirinha ou assento de elevação, conforme idade.

 

E neste ponto eu quero fazer um alerta muito forte em relação a manter as crianças soltas no veículo em movimento. Quantas e quantas vezes nós já vimos, em serviço ou de folga, os pais ou responsáveis com cinto de segurança, e as crianças soltas no banco de trás, sem o cinto de segurança. Normalmente entre os bancos olhando a estrada, ou mesmo brincando e falando com os pais. Estas crianças estão sob o maior risco possível dentro de um veículo automotor. Numa colisão, as crianças indefesas e sem o equipamento de segurança, poderão ser projetadas e bater contra as peças metálicas do carro ou mesmo o para-brisas, ou serem projetadas para fora.

 

Não é uma questão de ser duro ou escrever com uma maior contundência. Mas o fato é que acidentes acontecem. E a gente sabe toda a dor que pode existir após um acidente, com feridos e mesmo pessoas que se vão.

 

E um recado final. Não importa qual a distância que for percorrer com o veículo. Afivele o cinto de segurança sempre. Seja para ir na padaria ou mercado no final da rua, ou uma viagem mais longa, ou mesmo para ir ao trabalho. Você pode ser um bom motorista, mas não temos como saber dos outros, muito menos, quando um acidente pode ocorrer. E lembrem sempre, o condutor é responsável por cobrar e verificar se os passageiros estão utilizando o cinto de segurança. A sua vida e bem-estar é com certeza a coisa mais importante pra sua família. O mesmo de você em relação à sua família e filhos.

 

Essas são as dicas deste encontro, no “De olho no trânsito com a PRF”.

(*) Policial Rodoviário Federal

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