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Juliana Brizola (*)

Em tempos difíceis, em que a sociedade passa por um momento de descrédito em relação à política brasileira, sobretudo em relação aos seus representantes, trazer à tona a história de um homem como Leonel de Moura Brizola se faz de extrema importância. Mais do que isso, diga-se de passagem, é algo inspirador. Enquanto muitos utilizam a política para se locupletar, enaltecer uma figura pública que, até o seu último suspiro, lutou bravamente pela emancipação do povo brasileiro nos motiva a acreditar em um mundo melhor.

 

O menino pobre, que atendia pelo nome de Itagiba, saiu de Carazinho – quem diria – para mudar a vida de milhares de pessoas. Vítima de suas convicções, batalhou por um Brasil melhor, lutou por liberdade, almejou, com todas as forças, a justiça social e, sobretudo, a soberania de seu povo. Passou por períodos amargos, exilado de sua Pátria foi, mas retornou, após golpe militar, aclamado pelo povo.

 

Nos dias de hoje, mais do que nunca, seu nome é invocado e seus ideais conclamados por aqueles que buscam um norte para o Brasil. Leonel Brizola resistiu, fez história, foi voz firme na trincheira trabalhista. Uma figura política vilipendiada e perseguida pelas forças conservadoras que assombravam o país, mas que nunca se curvou aos “interésses” do capital. Embora não esteja mais entre nós, seu legado segue, a cada dia que passa, mais forte e guiando o caminho daqueles que lutam por uma sociedade justa e igualitária.

 

O desenvolvimento da nação brasileira, o sonho libertário de uma população esclarecida, de um povo educado, de um Estado indutor, ainda permeia a vida dos brasileiros. Ao olhamos para trás, nos deparamos com os ensinamentos de um homem a frente de seu tempo que, até hoje, nos mostra o caminho a seguir. Seus discursos, mesmo que tempos depois, são mais atuais do que nunca. Tudo aquilo que Brizola denunciou, previu e interpelou, surpreendentemente, se concretizou. 

 

Como quem fazia premonições, Brizola alertou a população sobre os perigos da sonegação, da corrupção por trás das privatizações das empresas públicas, da entrega do patrimônio brasileiro e suas riquezas, do monopólio comunicacional, da concentração de renda, dos lucros exorbitantes dos bancos. E mais: ousou citar nomes e brigar com poderosos políticos e empresários brasileiros que, na época, juravam inocência. No entanto, o tempo passou e com ele a verdade veio à tona. Hoje, nestes 14 anos de seu falecimento, não há quem ouse afirmar o contrário: Brizola tinha razão!

(*) Deputada Estadual (PDT)

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