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Luciana Basile (*)

O Dia Mundial da Alimentação, comemorado no dia 16 de outubro, foi criado com o objetivo de proporcionar uma reflexão a respeito do quadro atual da alimentação mundial. A data corresponde à criação da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e a cada ano um tema é escolhido e, a partir dele, várias ações são realizadas ao redor do mundo. Recentemente, a entidade emitiu um relatório mostrando que mais de 800 milhões de pessoas vivem não ingerem a quantidade de calorias suficientes para suprir suas necessidades energéticas diárias. No Brasil, em torno de 5,2 milhões de brasileiros passaram fome em 2017.

Neste processo, um dos problemas que alimentam o ciclo é o desperdício de alimentos, presente em todos os níveis da cadeia alimentar.  Estima-se que, no mundo, cerca de 1,3 bilhão de toneladas de comida sejam jogadas no lixo. E não só o alimento na sua fase final: os elementos utilizados para a produção também se perdem. Água, terras, desmatamento, transporte e gastos de energia empregados em todo processo, são utilizados em vão, fazendo com que se intensifique a produção, emitindo mais gases estufa.

Contribuir no combate ao desperdício é uma responsabilidade de todos os cidadãos. Diminuindo o excesso de produção e mudando a sistemática de distribuição dos alimentos, proporcionando que os mais pobres possam adquirir os produtos, é um desafio necessário para o desenvolvimento e uma esperança para quem não tem que o comer. 

No Sistema Fecomércio-RS/Sesc, com ações promovidas a partir do Programa Mesa Brasil, procuramos instigar as pessoas quanto ao papel de cada um neste contexto. Existem perspectivas para mudar esse cenário que estão ao alcance da população, como o aproveitamento completo do alimento, tais como cascas, talos e sementes, com receitas que as utilizem. Ações educativas que visam a conscientização são ferramentas na diminuição das perdas e desperdícios. Educar para um consumo mais responsável sem dúvida terá um impacto positivo a médio e longo prazo. 

O planejamento das compras, também é uma alternativa, evitando adquirir uma grande quantidade de produtos sem precisar. Também é preciso estar atento às condições dos alimentos, pois nem sempre aqueles que estão com a estética “feia”, estão necessariamente estragados. Muitos podem ser consumidos normalmente, pois ainda possuem seus nutrientes. O armazenamento correto, calcular as porções e cuidados com o manuseio também estão entre ações que ajudam a diminuir o desperdício.

Esperamos auxiliar na conscientização quanto ao impacto social do desperdício de alimentos e a relação com a fome, e no futuro todos vivermos em um mundo melhor.

(*) Coordenadora estadual do Programa Mesa Brasil Sesc

Fonte: Sesc RS

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