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Opinião: Apertem os cintos: o crédito sumiu!

*Por Lélio Braga Calhau

Os anos de "farra" do crédito fácil e barato iriam acabar em algum momento. As contas públicas não fechavam. Era uma situação que, a grande maioria, sabia que não se sustentaria no longo prazo. Um país não pode se manter indefinidamente apenas pelo consumo. E, pelo que estamos vendo, chegou o fim dessa era.

Graças à tradicional falta de visão de médio e longo prazo dos nossos administradores públicos, a coisa é tocada, na maioria das vezes, do mesmo jeito nas três esferas. Privilegia-se, quase que religiosamente, o curto prazo. O médio e o longo não garantem a eleição e, se algo der errado, empurra-se o problema para o próximo administrador. É só a gente olhar a questão da crise hídrica para ter certeza disso. Ela não surgiu do nada e nem começou ontem. Foi empurrada com a barriga e estourou, por "coincidência", depois do resultado das eleições.

Então, pelo que se vê, não há nada mais a esconder. Chegou a hora do ajuste econômico também. O avião chamado Brasil vai ter que aterrissar, pelo menos por algum tempo, para "manutenção". O que vai ser feito pelo governo federal, eu não sei, mas torço para que dê certo. Mas, uma coisa estamos vendo, iremos pousar este avião "de barriga". Poderá haver grandes danos e prejuízos para muita gente e o momento é de ação e prudência.

Pegar empréstimos agora é o menos recomendável. A não ser que você tenha uma estratégia muito definida, e não o use para o consumo, você deve evitar a todo o custo essa opção. Os juros subiram e poderão aumentar mais nos próximos meses.

Venda tudo que tenha de supérfluo, corte ao máximo as despesas e prepare sua "reserva de emergência. Não espere o perigo chegar para descobrir que você não tem um "paraquedas de emergência". Tenha cautela ao gastar e lembre-se que, se a economia piorar, podem ocorrer ondas de demissões e você ou parentes próximos podem ser afetados. Esteja preparado para isso.

Se você é um profissional focado em entregar resultados e resolver problemas, provavelmente, não será afetado. Ou, talvez, até promovido. Na época de crise, as empresas demitem quem não entrega resultado e preservam, no geral, os melhores para superar a época das "vacas magras". Se você não está neste grupo de pessoas focadas em resultados, há tempo ainda. Há excelentes cursos gratuitos na internet para melhorar a sua empregabilidade e, para quem está com o coração aberto para mudanças, uma crise pode ser a oportunidade de uma grande virada profissional na vida.

Enfim, vamos ter de reaprender (todos nós) agora a conviver com juros mais altos e menos crédito, mas com dedicação e esforço de todos, do grupo familiar, inclusive, poderemos amadurecer financeiramente e tirar novas conclusões desta crise econômica (e de tantas outras que de forma recorrente ainda encontraremos pela frente). Crises vão, crises, vem. Esta não será a primeira e nem a última. Temos é que estar preparados financeiramente para enfrentá-las. E não se esqueça que crise, para muitos, é sinal de "virada de mesa". É como diz aquele ditado: "enquanto uns choram, outros vendem lenços". De que lado você quer estar?

*Promotor de Justiça de defesa do consumidor do Ministério Público de Minas Gerais. Graduado em Psicologia pela UNIVALE, é Mestre em Direito do Estado e Cidadania pela UFG-RJ e Coordenador do site e do Podcast "Educação Financeira para Todos".

Opinião: Como ficará o agronegócio neste novo governo Dilma?

*Por José Luiz Tejon Megido

As perspectivas são sombrias. E, por isso mesmo, carentes de alertas. O agronegócio em 2014 teve um superávit na balança de pagamentos do Brasil de US$ 80.13 bilhões. Enquanto o déficit da balança brasileiro foi de US$ 3.93 bilhões – o pior desde o ano 2000. E o que temos pela frente? Na safra 2014/2015 ainda uma perspectiva de manutenção das receitas obtidas no ano passado, mas, ao plantarmos a safra 2015/2016, poderemos estar imersos num custo consideravelmente maior de produção, com preços, na melhor das hipóteses, estabilizados nos patamares atuais. A tecnologia vai sofrer, a produtividade cair, e ainda rezando para São Pedro comparecer e salvar a lavoura com regime de chuvas.

O que salvou o ano das safras 2013/2014/2015 foi a soja que mesmo com preços menores foi equilibrada por uma oferta maior. E as carnes fundamentalmente frango e carne bovina em 2014. O caos foi no setor de açúcar e álcool, com um faturamento em 2014, menor em 24% comparado ao ano anterior.

Agora vamos imaginar se tudo o que está desenhado na economia, com inflação crescente, dólar valorizado perante o real – pode parecer bom para vender a safra de exportação, mas terrível para construir o próximo custo de produção; o nosso cliente chinês, mantendo as posições atuais, sem perspectivas de crescimentos extraordinários, um preço do petróleo apertando nossos principais clientes do Oriente Médio, e a própria Rússia; além de uma perspectiva de maior oferta de commodities agrícolas, pelos concorrentes globais, e da eficácia competitiva maior de muitos deles – vamos amargar uma potencial crise no agronegócio brasileiro, fundamentalmente para o ciclo 2015/2016. E ainda contando com uma improvável competência de liderança do governo e da governança de todo o entorno do agronegócio nacional.

De 2009 a 2014, o custo da agropecuária brasileira cresceu em media 74% - no lado dos fatores de produção. Do lado de fora das porteiras das fazendas, o custo lavoura-porto em 2003 era na média US$ 20; em 2014: US$ 90 por tonelada, comparáveis a US$ 23 dos Estados Unidos e US$ 20 da Argentina.

Os produtores brasileiros que tenho conversado no país inteiro, estão como sempre plantando, trabalhando, mas muito apreensivos, de olho no próximo ano agrícola. Este governo vive hoje totalmente agrodependente, e a confiança com investimento, não podem ser palavras e práticas generalizáveis para o futuro próximo, do lado dos campos brasileiros.

Hora de apertar os cintos no agronegócio e rezar para que a gestão econômica, política e estratégica do Brasil (de volta Mangabeira Unger!), possam ter boas sementes de sensatez.

*Conselheiro Fiscal do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS), Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM, Comentarista da Rede Estadão.

Opinião: O desafio de produzir de forma sustentável

* Franklin Mendes Thame

Até 2050, a população mundial deve crescer mais de 30% ou seja, haverá mais de 2,3 bilhões de pessoas. Até 2030, a população irá exigir 50% mais alimentos, 45% mais energia e 30 % mais água.
O agronegócio brasileiro há anos e de forma constante vem atingindo ganhos enormes de produtividade, sendo a inovação tecnológica a grande responsável.

Conforme estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a produtividade agrícola brasileira cresceu aproximadamente 150% nas últimas três décadas, e hoje o Brasil se transformou em um dos três maiores produtores e exportadores de produtos agropecuários do mundo.

O país mostrou que pode produzir mais e melhor, com significativo aumento em produtividade, sem expandir o uso de terras. Nos últimos 20 anos, a área plantada de grãos cresceu 41% e a produção aumentou 223%. O Brasil tem condições de ter as maiores plataformas de exportações de commodities agrícolas e de produtos agroindustriais.

A questão que se coloca para a agricultura brasileira é produzir de forma sustentável. A inclusão da questão da sustentabilidade no agronegócio passa a ser parte integrante de seus processos produtivos. O desafio é conciliar a produção de alimentos saudáveis com alta produtividade, viabilidade econômica, conservação ambiental e responsabilidade social. A adoção do conceito de sustentabilidade deve perpassar toda a complexa cadeia produtiva, que começa com os insumos necessários para o cultivo agrícola, se estende à produção propriamente dita, à comercialização e à disposição final dos produtos envolvidos nesse processo.

Háuma nova obrigatoriedade planetária: a descarbonização dos processos produtivos, o que induz as empresas a comportamentos ambientais responsáveis. Há, também os problemas emergenciais em relação à escassez de água e à perda da biodiversidade.

A sociedade conta com três vertentes para enfrentar os problemas socioambientais: legislação mandatória; investimentos públicos e privados; e conscientização quanto aos problemas ambientais e sociais.

Quanto a primeira vertente, a legislação, as normativas internas das empresas devem refletir a legislação social e ambiental. Dessa forma condiciona-se que a produção fique atrelada à moralidade e à legalidade.
Quanto a segunda vertente, as empresas com seus investimentos alavancam as atividades econômicas e podem, assim, fomentar as boas práticas socioambientais; desenvolver serviços e produtos sustentáveis; implementar novas tecnologias e incentivar a substituição de práticas causadoras de impactos socioambientais negativos por novas maneiras de produzir respeitando o meio ambiente e a dignidade humana.

Quanto a terceira vertente, conscientização sobre os problemas socioambientais, ela não pode ficar adstrita a um departamento isolado. Precisa iniciar-se na alta administração das empresas, perpassar todos os níveis hierárquicos, permear todas as ações e se espraiar para os seus fornecedores

As atitudes das empresas se multiplicam e passam a influenciar toda a sociedade. Cabe ressaltar a importância da nova Resolução 4327, de 25/04/2014, do Banco Central do Brasil, para os tomadores de crédito. Essa Resolução estabelece para as instituições financeiras princípios e diretrizes na análise socioambiental quando da concessão de crédito. Dessa forma, a percepção de que o risco socioambiental pode comprometer a viabilidade de um negócio faz com que sejam incorporados na análise de crédito os elementos financeiros, sociais e ambientais de forma integrada.

As instituições financeiras precisam analisar o cumprimento da legislação fiscal e socioambiental pelos clientes. Deve também conhecer o nível da gestão social e ambiental ante os aspectos e impactos socioambientais que os negócios desses mesmos clientes estão sujeitos.

Quando da concessão do crédito rural, as instituições financeiras passam a observar o atendimento às exigências determinadas pelas legislações ambientais, notadamente quanto à obrigatoriedade de licenciamentos ambientais e as exigências do Código Florestal Brasileiro quanto ao zoneamento agroecológico; áreas de preservação permanente (APP), áreas de reservas legais (RL) e a regularidade fundiária das propriedades rurais.

Para os financiamentos rurais no bioma amazônico, considera-se o que estabelece a Resolução 3.545 (28/02/2008), também do Banco Central do Brasil, quanto à exigência de documentação comprobatória de regularidade ambiental. Os produtores rurais devem apresentar: CCIR (Certificado de Cadastro de Imóvel Rural); cópia atualizada da matrícula do imóvel rural; certidões de regularidade ou negativas junto ao INSS e FGTS; as certidões sobre inexistência de disputas judiciais sobre a propriedade e posse; georreferenciamento da propriedade rural; certidão atualizada de quitação do ITR (Imposto Territorial Rural); e CNDT (Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas).
Quanto à regularidade social, cabe às instituições financeiras analisar se os proprietários rurais estão incluídos na lista do Ministério do Trabalho e Emprego.

As instituições financeiras passam a incluir em suas análises de crédito o que determinam os decretos atinentes à matéria: decreto 6.321/07, que dispõe sobre ações relativas ao controle de desmatamentos no bioma amazônico e outros biomas da Amazônia Legal; decreto 7.830, que dispõe sobre o Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e sobre o Programa de Regularização Ambiental (PRA). O Cadastro Ambiental Rural, registro eletrônico de abrangência nacional junto ao órgão ambiental competente, é obrigatório para todos os imóveis rurais.

O Cadastro Ambiental Rural deverá contemplar os dados do proprietário, possuidor rural ou responsável direto pelo imóvel rural e a respectiva planta georreferenciada do perímetro do imóvel.
Caberá ao órgão ambiental competente convocar o proprietário ou possuidor do imóvel rural para assinar o termo de compromisso e, enquanto este estiver cumprido o termo de compromisso, não poderá ser autuado por infrações cometidas antes de 22 de julho de 2008, relativas à supressão irregular de vegetação em áreas de preservação permanente, Reserva Legal e de uso restrito.

Importante mencionar que, após cinco anos da data da publicação da lei, 12.651, de 25/05/2012, as instituições financeiras só concederão crédito agrícola, em qualquer de suas modalidades, para proprietários de imóveis rurais que estejam inscritos no CAR.

A Serasa Experian, ao disponibilizar os produtos que analisam as empresas, quais sejam, o Relatório de Responsabilidade Ambiental, o Relatório de Responsabilidade Social, o produto Conformidade Ambiental e as análises de certidões sociais e fiscais em conjunto com os tradicionais Relatórios Econômico- financeiros, leva a sustentabilidade a sua estratégia de negócios e, dessa forma, oferece sua contribuição para que o setor produtivo brasileiro avance no rumo de um negócio sustentável.

(*) Gerente de Produtos na Serasa Experian, engenheiro agrônomo e administrador de empresas com especialização em 'Agronegócios', 'Desenvolvimento de Produtos Financeiros' e em 'Sustentabilidade'

Opinião: Desenvolvimento agrícola ainda o caminho mais curto

Ciro Antonio Rosolem (*)

O índice Gini que mede a desigualdade de renda está estagnado no Brasil nos últimos três anos. Este é dos grandes problemas brasileiros. Apesar do que alardeia o governo, os programas de transferência de renda não tem mais sido suficientes para melhorar a desigualdade no País. Segundo especialistas, a desigualdade não diminui porque faltam empregos. Emprego significa renda, significa diminuição na desigualdade. Assim, é urgente a criação de oportunidades de trabalho. De há muito se sabe que a agropecuária é a atividade econômica que mais gera emprego por unidade de capital investido. Por exemplo, gera, para o mesmo investimento, quase o dobro dos empregos que a construção civil. Não é pouco.

Quando se fala de desenvolvimento social e humano, junto com o índice de Gini, é interessante olhar para o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que leva em conta a renda, educação e saúde. Comparando-se o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da FAO de 1990 com 2010 em algumas regiões brasileiras pode-se ter uma ideia de como o desenvolvimento agropecuário melhora a vida das pessoas. Nos estados com agricultura mais tradicional como São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, o IDH passou, em média, de 0,542 para 0,759, com um crescimento de 40,3 % nos últimos 20 anos.

Em estados que sofreram uma segunda onda de crescimento agropecuário, como Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul, o IDH passou, em média, de 0,484 para 0,732, com crescimento de 51,1% no período. Já nos estados de desenvolvimento agropecuário mais recente, nos últimos 20 anos, o IDH passou de 0,448 para 0,725, com crescimento de 69,1%. Enquanto isso o Brasil teve o IDH crescendo 46,9%, de 0,490 para 0,720. Considerando-se 38 municípios com grande influência agrícola no Brasil, 15 deles tinham IDH muito baixo em 1990, e não havia municípios agrícolas com IDH alto ou muito alto. Em 2010 não havia mais, entre estes municípios, IDH muito baixo, 29 deles tinham IDH alto e três mostravam IDH muito alto. Fica assim patente o grande impacto do desenvolvimento agropecuário na sociedade como um todo.

E o que se espera para o futuro próximo? A posição dos economistas é praticamente unânime: dificuldades, pouco dinheiro e pouco crescimento. No mundo todo e, particularmente, no Brasil. Como driblar essas dificuldades? Com geração de emprego e renda.

A agricultura brasileira só não é mais competitiva por razões sobejamente conhecidas: infraestrutura, logística, restrições ambientais, política tributária, política trabalhista, seguro rural e insegurança jurídica estão entre as principais.

A retirada de alguns destes obstáculos fará com que, mesmo com preços internacionais menores, nossa agricultura continue como protagonista do desenvolvimento brasileiro.
Senhores, o caminho para fora do buraco é conhecido. Quem se habilita?

(*) Membro do Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) e professor titular da Faculdade de Ciências Agrícolas da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (FCA/Unesp Botucatu)

Professor: um multiplicador de sonhos

Eduardo Shinyashiki (*)

Como educador, sei que muitos são os questionamentos sobre quais são as possibilidades de desenvolver nos alunos as dimensões fundamentais do indivíduo e do cidadão, no contexto familiar, escolar e social.
Envolver os alunos parece cada vez mais difícil. Inúmeras propostas pedagógicas alimentam diversas discussões e metodologias de ensino não tradicionais ganham novos adeptos e plataformas pedagógicas, mas, em meio a tantos questionamentos, surge uma convergência: a importância da figura do professor.

A escola ainda é o primeiro lugar que frequentamos sozinhos, sem os nossos pais. É lá que começamos a desenvolver a consciência acerca das nossas escolhas, poder pessoal e capacidade de discernimento. Ela é a ponte que liga a infância ao início da vida adulta. Juntamente com os pais, os professores são quem auxiliam as crianças amadurecerem e a cumprirem tal travessia de forma saudável e construtiva.

É o professor a peça chave para a formação crítica e social do aluno. Ele é um dos principais líderes da vida da criança e influencia diretamente em seu desenvolvimento e no fortalecimento da sua autoestima e autorrealização.
O professor nutre com conhecimento, alimenta suas ideias, estimula a criatividade e a comunicação, valoriza seus questionamentos e, por meio disso, conquista a confiança e o respeito do aluno.

Os grandes educadores, comprometidos com a valorização da vida e do viver, que se permitem ensinar e transmitir o amor, a cidadania, a ética e valores para o futuro profissional e pessoal de seus alunos, nos marcam de forma positiva. São lembrados para sempre e promovem transformações permanentes e benéficas na vida de seus aprendizes. São eles que influenciam tantas escolhas, e são, com toda a certeza, verdadeiros multiplicadores de sonhos.

A educação, em todos os seus sentidos, forma e transforma vidas e o professor tem a importante e árdua tarefa de orientar os jovens, de guiá-los e ajudá-los a realizar projetos com serenidade e satisfação, transformar seus sonhos em realidade.

(*) Palestrante, escritor, consultor organizacional e especialista em 'Comportamento Humano', 'Comunicação Não Verbal' e 'Desenvolvimento das Competências de Liderança Aplicada a Administração e Educação'

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