Por Humberto Andres – Edição de 12/12/2020

PONTE DO GUAÍBA

Lá em 2014, quando a Dilma era candidata à reeleição, a Sultepa propôs a renovação do contrato de manutenção da Freeway em troca da construção da nova ponte do Guaíba, prometendo entregar a obra de mão beijada até o final de 2016. O governo federal, atendendo a pedido do ex-governador Tarso Genro, não aceitou o negócio. No fim das contas, o contrato com a Sultepa foi renovado, a ponte foi licitada, custou milhões de reais e está sendo entregue somente agora, em 2020, por Bolsonaro, que esteve presente na inauguração.

O senador são-borjense Luis Carlos Heinze participou da cerimônia de inauguração da obra, que, graças a projeto de lei de sua autoria, deverá receber o nome do folclorista, historiador e tradicionalista Paixão Cortes, que morreu em 2018 aos 91 anos.

Foto: Facebook / Divulgação

Luis Carlos Heinze e Jair Bolsonaro

 

DAVID COIMBRA NA MIRA DO MP

A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Porto Alegre ajuizou essa semana Ação Civil Pública por danos morais e coletivos contra a Rádio Gaúcha e o jornalista David Coimbra e pede pagamento de indenização no valor de R$ 200 mil, a ser revertido para o Fundo de Reparação dos Bens Lesados do Rio Grande do Sul ou para entidade do campo da segurança pública. Segundo o promotor de Justiça Voltaire de Freitas Michel, ao comentar o assalto ocorrido em Criciúma, David Coimbra teve a intenção de “enaltecer a prática criminosa supostamente sem agressão aos cidadãos e desmerecer a ação dos policiais militares que intervieram para impedir maiores danos à pessoa e ao patrimônio”.

Em que pese a grande infelicidade do comentário, há um pouco de exagero nisso aí. Não podemos esquecer a liberdade de expressão.

 

COMÉRCIO

O comércio na Inglaterra vai funcionar por 24 horas até o final de janeiro de 2021. A medida tem o objetivo de evitar as aglomerações durante as compras de Natal após a volta do funcionamento das lojas com o fim do lockdown inglês, que ocorreu na semana passada. Algumas cidades brasileiras já estudam fazer a mesma coisa. A intenção é ‘achatar a curva’ de clientes durante o dia. Mesmo raciocínio usado no início da pandemia.

Por aqui, decreto do governador Eduardo Leite transita pela via inversa e restringe o horário de funcionamento de alguns tipos de atividades econômicas.

Vai entender...

APROVAÇÃO EMERGENCIAL

A Anvisa aprovou, na quinta-feira, o uso emergencial de vacinas contra a covid-19. Por enquanto, nenhuma empresa pediu oficialmente à agência autorização para uso emergencial, mas, assim que for feito o pedido, a vacina já estará apta para ser distribuída. Mesmo com a aprovação emergencial, as empresas responsáveis pelas vacinas devem continuar todo o processo para o registro oficial.

O Ministério da Saúde, que deverá centralizar a coordenação da campanha de vacinação no país, garantiu que a vacina será gratuita e será disponibilizada para todos os brasileiros que quiserem se imunizar.

 

VACINAS

O governo brasileiro estuda a compra de vacinas de três laboratórios diferentes e nenhuma delas foi aprovada nem solicitou autorização para uso emergencial até o momento – a americana Pfizer/BioNTech, que está sendo usada na Inglaterra e precisa ser mantida a -70C°, o que dificulta a logística; a AstraZeneca, de Oxford, e que já tem acordo firmado com o governo; e a Coronavac, produzida em parceria com o Butantan.

 

LOGÍSTICA

O governo federal anunciou uma parceria com a Azul Linhas Aéreas para distribuição da vacina contra a Covid-19 em todo o país. Com o acordo entre as partes, o governo federal espera garantir celeridade e segurança ao processo logístico de imunização da população. A Azul informou que colocará à disposição do governo toda sua capacidade de distribuição. A companhia já trabalha em conjunto com o Executivo em outras ações, como a interiorização de imigrantes venezuelanos que chegam ao Brasil por Roraima.

 

PRIORIDADE

Logo após o anúncio de que trabalhadores da área de saúde, idosos e indígenas terão prioridade na primeira fase da vacinação, representantes de diversas categorias profissionais já começaram a pedir para ‘furar a fila’. Evidente que algumas categorias realmente merecem prioridade, como é o caso, justamente, da saúde, cujos profissionais fazem parte da linha de frente de combate a doença. No mais, todo trabalhador, de alguma forma, tem risco de contágio. O negócio é aguardar a sua vez.

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