Em um ano, de El Nino, fenômeno que provoca chuvas acima da média, devido ao aquecimento das águas do Pacífico, a agricultura é um dos setores que mais sente os reflexos da anormalidade climática.

Conforme os dados divulgados pela Emater, no mês de outubro em São Borja, o acumulado de chuvas chegou a 282 milímetros. A previsão era de 159,70 milímetros. Ainda de acordo com a Emater, poucos agricultores, cobertos pelo Proagro - seguro do governo federal que cobre até 70% das perdas - comunicaram prejuízos em suas lavouras.

No Banco do Brasil foram três solicitações e no Banrisul duas. A Emater periciou duas localidades, nesta safra para Proagro de trigo.

Agricultura prejudicada

Trigo – cerca de 40% da área plantada foi atingida pelo excesso de chuvas no final da maturação. Com isso, a qualidade do grão foi perdida e em muitos casos o PH não atingiu o índice necessário para ser classificado como. Assim os agricultores estão entregando triguilho que possui valor de mercado muito baixo. Estima-se que produtividade, fique em torno de 40 a 45 sacas por hectare.

Hortigranjeiros – apesar do granizo, não foram registrados prejuízos diretos, porém as folhas apresentaram atraso no desenvolvimento, quando cultivado sem cobertura. As condições de alta umidade favorecem doenças fúngicas nas olerícolas. Outra observação foi com a redução da qualidade dos produtos ofertados, principalmente, folhosas.

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