Produtores podem ser prejudicados com a falta de recursos para o Seguro Agrícola

Na última semana, o Ministério da Agricultura anunciou a falta de recursos para o seguro agrícola. O programa de subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR) oferece ao agricultor a oportunidade de segurar sua produção com custo reduzido de 60%, por meio de auxílio financeiro do governo federal.

Mas, no ano passado, o governo encerrou o ano com um déficit de R$ 245 milhões para as seguradoras, o que obrigou a retirar essa quantia do orçamento de 2015. O valor que foi disponibilizado, este ano, para as lavouras é insuficiente, e seriam necessários R$ 404 milhões de reais para atingir o mesmo número de beneficiários do ano passado.

Conforme o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, o modelo de seguro atual é muito distante. A ideia é um projeto que cubra a renda e o crédito tomado pelo produtor, não só o crédito, como acontece atualmente.

Para o Rio Grande do Sul são destinados 25% do valor do seguro. A preocupação é com a soja que está no início da plantação e absorve 1\3 do valor oferecido. Segundo o Presidente do Sindicato Rural de São Borja, Viriato João Jung Vargas, os produtores da cidade têm o notificado com frequência em relação aos prejuízos nas lavouras em função das chuvas.

Ainda de acordo com Luz, a Farsul está trabalhando intensamente a fim de reverter essa situação e melhorar as condições de trabalho e renda dos agricultores.

Próximos meses são preocupantes para o produtor

A previsão meteorológica para os próximos quatro meses não é nenhum pouco agradável, principalmente, para os agricultores. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas acima da média até março de 2016.

A projeção é de que o verão seja de temperaturas baixas. Em função dos El Niño, os prejuízos para os produtores só aumentam. Uma das alternativas para evitar perdas maiores é o seguro agrícola, que pode ser feito em qualquer seguradora. Conforme o Corretor de Seguros, Evandro Nunareto, houve um aumento de 10% na procura do serviço, só este ano.

A maior parte das aquisições, por parte dos produtores, é feita para cobrir granizo e vendavais.

Suspeita de mormo em São Borja deixa autoridades em alerta

Depois do cancelamento de atividades alusivas à Semana Farroupilha, em função do mormo e como forma de prevenção, agora, a Inspetoria de Defesa Agropecuária de São Borja, trabalha em mais dois casos suspeitos envolvendo a doença.

Conforme o Médico Veterinário, Rafael Zborowski, há cerca de 10 dias foram realizados dois testes de mormo, em duas propriedades, localizadas na zona urbana e rural da cidade.

A suspeita é de que dois equinos estariam infectados. Como o primeiro exame, feito pelo proprietário, deu positivo, neste momento, a inspetoria aguarda o resultado do reteste enviado ao laboratório de Belém do Pará.

Caso o resultado ainda confirme a doença, é feita a maleína. Por fim, se positivo os três, o animal é sacrificado, em até 48 horas, com um disparo de arma de fogo ou eutanásia. O resultado do segundo exame pode chegar a qualquer momento.

Zborowski esclarece que para detectar a doença são necessários três exames:

1º - realizado pelo proprietário em um laboratório particular;

2º - realizado pela inspetoria e enviado a um laboratório oficial, ligado ao Ministério da Agricultura;

3º - aplicação da maleína, feita por um veterinário oficial e homologada pela Organização Internacional de Epizootias;

Pela falta de sintomas aparentes são necessários todos esses exames, explica o veterinário.

As propriedades já foram interditadas pela inspetoria.

Outros casos

No mês de setembro, a suspeita da doença em um equino de São Borja, que teve contato com um animal infectado em Santo Antônio das Missões, fez com que a inspetoria realizasse vários testes. O resultado foi negativo.

Senar vai aumentar equipe de instrutores

O Senar RS informa que até fevereiro de 2016 estará com sua equipe reforçada na área ambiental, para a realização de cursos sobre à declaração do Cadastro Ambiental Rural (CAR), cujo prazo de entrega encerra em maio.

Serão dez novos instrutores que se juntarão à equipe de 14 profissionais hoje disponíveis. O objetivo é acelerar o processo de preenchimento das declarações, que ainda continua muito lento no Rio Grande do Sul.

Das 440 mil propriedades registradas, pouco mais de 50 mil entregaram o cadastro até agora, o que significa menos de 13% do total.

Em São Borja, o Sindicato Rural realizou cursos para quatro turmas, orientando sobre o CAR. Muitos prestadores de serviço na área de assessoria contábil participaram das atividades.

A previsão agora é que novos cursos sobre esse tema sejam oferecidos em março de 2016, mas as inscrições só devem começar em fevereiro.

Vacinação contra a aftosa se estende até o final do mês

Segue a campanha de vacinação contra aftosa para bovinos e bubalinos de até 24 meses de idade, sob a coordenação da Inspetoria de Defesa Agropecuária.

Os criadores inscritos no Pronaf com rebanho total de trinta animais têm direito à vacina gratuita, e a recomendação é para que o produto seja retirado do órgão sanitário.

Os produtores devem levar uma caixa de isopor com gelo até a inspetoria. A aplicação da vacina por guardas sanitários ocorre somente nos assentamentos do interior do município e na periferia urbana.

Aqueles criadores próximos da cidade que não receberam os guardas sanitários devem se dirigir à inspetoria. No município, a estimativa é que sejam imunizados 81 mil animais.

Sobe para 17 o número de casos de mormo no Rio Grande do Sul

O número de equinos diagnosticados com a doença do mormo subiu para 17 no Rio Grande do Sul. O novo caso foi confirmado ontem e divulgado apenas nesta terça-feira (10) em Porto Alegre.

De acordo com o chefe da divisão de Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura e Pecuária, Marcelo Göcks, o cavalo doente era o único animal da propriedade, que não chegou a ser interditada. O equino morreu.

O mormo é uma doença infecciosa que acomete os equinos. Não há vacina e nem tratamento para a doença que é causada por bactéria. Ela é transmitida pelo contato com o material infectante, pelas vias aéreas, principalmente por secreções ou por bebedouros ou comedouros.

A estimativa da Secretaria de Agricultura e Pecuária é de que mais de 40 mil testes tenham sido realizados somente neste ano.

São cerca de 300 mil equinos no Rio Grande do Sul.

Fonte: Rádio Gaúcha

Agricultores já solicitaram auxílio do Proagro em São Borja

Em um ano, de El Nino, fenômeno que provoca chuvas acima da média, devido ao aquecimento das águas do Pacífico, a agricultura é um dos setores que mais sente os reflexos da anormalidade climática.

Conforme os dados divulgados pela Emater, no mês de outubro em São Borja, o acumulado de chuvas chegou a 282 milímetros. A previsão era de 159,70 milímetros. Ainda de acordo com a Emater, poucos agricultores, cobertos pelo Proagro - seguro do governo federal que cobre até 70% das perdas - comunicaram prejuízos em suas lavouras.

No Banco do Brasil foram três solicitações e no Banrisul duas. A Emater periciou duas localidades, nesta safra para Proagro de trigo.

Agricultura prejudicada

Trigo – cerca de 40% da área plantada foi atingida pelo excesso de chuvas no final da maturação. Com isso, a qualidade do grão foi perdida e em muitos casos o PH não atingiu o índice necessário para ser classificado como. Assim os agricultores estão entregando triguilho que possui valor de mercado muito baixo. Estima-se que produtividade, fique em torno de 40 a 45 sacas por hectare.

Hortigranjeiros – apesar do granizo, não foram registrados prejuízos diretos, porém as folhas apresentaram atraso no desenvolvimento, quando cultivado sem cobertura. As condições de alta umidade favorecem doenças fúngicas nas olerícolas. Outra observação foi com a redução da qualidade dos produtos ofertados, principalmente, folhosas.

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