• Guia

Inspetoria projeta imunizar 90% dos animais contra a febre aftosa

Na próxima segunda-feira (30) encerra o prazo para que produtores vacinem o rebanho contra a febre aftosa. Nesta etapa, bovinos e búfalos, de 0 a 24 meses, recebem as doses.

Conforme o Médico Veterinário, Rafael Zborowski, o prazo para a realização da vacina encerra no dia 30, mas os proprietários podem apresentar a nota até 7 de dezembro.

Cerca de 200 produtores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) já retiraram as vacinas. Nas agropecuárias a procura já chega a 60%.

A poucos dias do fim do prazo, 65% dos animais já foram imunizados. A meta é vacinar 90% até o final da campanha, de acordo com a Inspetoria de Defesa Agropecuária.

Na cidade, existem 80 mil bovinos e 500 búfalos. A orientação é para que produtores que não tenham recebido as doses procure a inspetoria antes do encerramento do prazo.

Produtores podem ser prejudicados com a falta de recursos para o Seguro Agrícola

Na última semana, o Ministério da Agricultura anunciou a falta de recursos para o seguro agrícola. O programa de subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR) oferece ao agricultor a oportunidade de segurar sua produção com custo reduzido de 60%, por meio de auxílio financeiro do governo federal.

Mas, no ano passado, o governo encerrou o ano com um déficit de R$ 245 milhões para as seguradoras, o que obrigou a retirar essa quantia do orçamento de 2015. O valor que foi disponibilizado, este ano, para as lavouras é insuficiente, e seriam necessários R$ 404 milhões de reais para atingir o mesmo número de beneficiários do ano passado.

Conforme o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, o modelo de seguro atual é muito distante. A ideia é um projeto que cubra a renda e o crédito tomado pelo produtor, não só o crédito, como acontece atualmente.

Para o Rio Grande do Sul são destinados 25% do valor do seguro. A preocupação é com a soja que está no início da plantação e absorve 1\3 do valor oferecido. Segundo o Presidente do Sindicato Rural de São Borja, Viriato João Jung Vargas, os produtores da cidade têm o notificado com frequência em relação aos prejuízos nas lavouras em função das chuvas.

Ainda de acordo com Luz, a Farsul está trabalhando intensamente a fim de reverter essa situação e melhorar as condições de trabalho e renda dos agricultores.

Próximos meses são preocupantes para o produtor

A previsão meteorológica para os próximos quatro meses não é nenhum pouco agradável, principalmente, para os agricultores. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas acima da média até março de 2016.

A projeção é de que o verão seja de temperaturas baixas. Em função dos El Niño, os prejuízos para os produtores só aumentam. Uma das alternativas para evitar perdas maiores é o seguro agrícola, que pode ser feito em qualquer seguradora. Conforme o Corretor de Seguros, Evandro Nunareto, houve um aumento de 10% na procura do serviço, só este ano.

A maior parte das aquisições, por parte dos produtores, é feita para cobrir granizo e vendavais.

Suspeita de mormo em São Borja deixa autoridades em alerta

Depois do cancelamento de atividades alusivas à Semana Farroupilha, em função do mormo e como forma de prevenção, agora, a Inspetoria de Defesa Agropecuária de São Borja, trabalha em mais dois casos suspeitos envolvendo a doença.

Conforme o Médico Veterinário, Rafael Zborowski, há cerca de 10 dias foram realizados dois testes de mormo, em duas propriedades, localizadas na zona urbana e rural da cidade.

A suspeita é de que dois equinos estariam infectados. Como o primeiro exame, feito pelo proprietário, deu positivo, neste momento, a inspetoria aguarda o resultado do reteste enviado ao laboratório de Belém do Pará.

Caso o resultado ainda confirme a doença, é feita a maleína. Por fim, se positivo os três, o animal é sacrificado, em até 48 horas, com um disparo de arma de fogo ou eutanásia. O resultado do segundo exame pode chegar a qualquer momento.

Zborowski esclarece que para detectar a doença são necessários três exames:

1º - realizado pelo proprietário em um laboratório particular;

2º - realizado pela inspetoria e enviado a um laboratório oficial, ligado ao Ministério da Agricultura;

3º - aplicação da maleína, feita por um veterinário oficial e homologada pela Organização Internacional de Epizootias;

Pela falta de sintomas aparentes são necessários todos esses exames, explica o veterinário.

As propriedades já foram interditadas pela inspetoria.

Outros casos

No mês de setembro, a suspeita da doença em um equino de São Borja, que teve contato com um animal infectado em Santo Antônio das Missões, fez com que a inspetoria realizasse vários testes. O resultado foi negativo.

Senar vai aumentar equipe de instrutores

O Senar RS informa que até fevereiro de 2016 estará com sua equipe reforçada na área ambiental, para a realização de cursos sobre à declaração do Cadastro Ambiental Rural (CAR), cujo prazo de entrega encerra em maio.

Serão dez novos instrutores que se juntarão à equipe de 14 profissionais hoje disponíveis. O objetivo é acelerar o processo de preenchimento das declarações, que ainda continua muito lento no Rio Grande do Sul.

Das 440 mil propriedades registradas, pouco mais de 50 mil entregaram o cadastro até agora, o que significa menos de 13% do total.

Em São Borja, o Sindicato Rural realizou cursos para quatro turmas, orientando sobre o CAR. Muitos prestadores de serviço na área de assessoria contábil participaram das atividades.

A previsão agora é que novos cursos sobre esse tema sejam oferecidos em março de 2016, mas as inscrições só devem começar em fevereiro.

Vacinação contra a aftosa se estende até o final do mês

Segue a campanha de vacinação contra aftosa para bovinos e bubalinos de até 24 meses de idade, sob a coordenação da Inspetoria de Defesa Agropecuária.

Os criadores inscritos no Pronaf com rebanho total de trinta animais têm direito à vacina gratuita, e a recomendação é para que o produto seja retirado do órgão sanitário.

Os produtores devem levar uma caixa de isopor com gelo até a inspetoria. A aplicação da vacina por guardas sanitários ocorre somente nos assentamentos do interior do município e na periferia urbana.

Aqueles criadores próximos da cidade que não receberam os guardas sanitários devem se dirigir à inspetoria. No município, a estimativa é que sejam imunizados 81 mil animais.

Sobe para 17 o número de casos de mormo no Rio Grande do Sul

O número de equinos diagnosticados com a doença do mormo subiu para 17 no Rio Grande do Sul. O novo caso foi confirmado ontem e divulgado apenas nesta terça-feira (10) em Porto Alegre.

De acordo com o chefe da divisão de Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura e Pecuária, Marcelo Göcks, o cavalo doente era o único animal da propriedade, que não chegou a ser interditada. O equino morreu.

O mormo é uma doença infecciosa que acomete os equinos. Não há vacina e nem tratamento para a doença que é causada por bactéria. Ela é transmitida pelo contato com o material infectante, pelas vias aéreas, principalmente por secreções ou por bebedouros ou comedouros.

A estimativa da Secretaria de Agricultura e Pecuária é de que mais de 40 mil testes tenham sido realizados somente neste ano.

São cerca de 300 mil equinos no Rio Grande do Sul.

Fonte: Rádio Gaúcha

Expediente

Andres Editora Jornalística Ltda.
Rua General Osório, 2341/Sala 1 - Centro São Borja,RS - 97670-000

Fones: (55)3431-1100 / 3431-2394
Email: [email protected]

assinatura