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Pontilhões no interior do município serão recuperados

Uma parceria entre o Exército brasileiro e o governo do Estado vai solucionar um problema que já existe há mais de três anos, na ERS 541, em São Borja.

Equipe de militares da Coudelaria de Rincão, localizado na região, vão recuperar quatro pontes ou pontilhões que ruíram na estrada, com acompanhamento técnico do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem.

O Exército fica responsável pela mão de obra e materiais para a recuperação das pontes e ao Daer cabe à parte técnica e de maquinário. As obras foram prejudicadas, na última semana, em função das chuvas, mas já começaram e vão se estender ao longo dos próximos meses.

Trechos contemplados

No arroio Piauí a ponte principal e dois pontilhões auxiliares serão recuperados, após será realizado o conserto da ponte sobre a chamada Sanga Funda.

A ERS 541, denominada Rodovia Mário Roque Weis, serve de ligação entre São Borja e Itacurubi, unindo as regiões de Nhu-Porã e Coudelaria de Rincão, onde se localiza a unidade do Exército.

Ao confirmar a parceria para a recuperação das pontes, o secretário estadual dos Transportes, Pedro Westphalen, prometeu solução também em relação ao serviço de linhas de ônibus na região. Há algumas semanas, deixaram de funcionar as linhas de São Borja a Itacurubi e Garruchos.

Técnicos alertam para o risco de doenças fúngicas em São Borja

O clima deste início de semana, de umidade e temperaturas relativamente altas para o período de inverno, é motivo de apreensão e alerta para técnicos e produtores de trigo na região de São Borja. Em situações como essas é sempre maior o risco do aparecimento de doenças fúngicas, além do ataque de pulgões, segundo destaca o técnico Clóvis Schwengberg.

A partir da fase de perfilhamento é que é maior a probabilidade da incidência de patologias e, com isso, a necessidade da aplicação de fungicidas. Schwengberg ressalta, entretanto, que na fase reprodutiva é que os danos são maiores. Em São Borja, os 13,5 mil hectares de trigo plantados ainda estão em crescimento vegetativo ou perfilhamento. Com preços desestimulantes e incertezas de mercado, os triticultores empregam, este ano, menos tecnologias que em anos anteriores.

Instabilidade no clima pode prejudicar lavoura de arroz em São Borja

Em ano de El Niño, a unidade do Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga) em São Borja reforça alerta aos produtores de arroz em relação à implantação da futura lavoura orizícola.

A tendência, conforme a meteorologista Kátia Valente, é de um ano de instabilidade no clima, com temperaturas altas e baixas, além de grandes índices de chuva e estiagem. Com esse quadro, uma das recomendações é antecipar o preparo das terras para o arroz e escolher variedades adequadas ao plantio, que deve ser escalonado.

O técnico Luciano Alegre diz que não é descartada a redução da área orizícola tradicional de até 51 mil hectares, diante do risco de inundações das lavouras mais baixas ou na margem de rios.

Isso também vai depender do regime de chuvas a partir da segunda quinzena de setembro, quando começa de forma efetiva a operação de semeadura em São Borja.

Seminário do Arroz Irrigado será realizado em São Borja

Estão sendo realizados os preparativos finais no Parque de Exposições Serafim Dornelles Vargas, para o 1° Seminário do Arroz Irrigado de São Borja, que vai acontecer nesta quarta e quinta-feira. Organizam o evento a unidade local do Irga, a Associação Comercial e Industrial e o Sindicato Rural.

Sustentabilidade é o foco central do evento, com ênfase para ações mais racionais de gestão e utilização racional dos recursos à disposição da orizicultura.

A avaliação de técnicos é de que o momento é de apreensão e incerteza para a orizicultura, mas a superação das dificuldades passa, necessariamente, por melhor qualidade de gestão.

Ao longo do seminário, são previstas 12 palestras e debates e ainda relato de algumas experiências bem sucedidas no manejo adequado da lavoura sob todos os aspectos.

Inspetoria Veterinária recebe orientações sobre nova doença em equinos

Na última semana foi confirmado o primeiro caso de Mormo no Rio Grande do Sul. A doença debilita o animal, causando alterações respiratórias e provocando febre, podendo levar à morte.

Segundo normas do Ministério da Agricultura, quando a doença é confirmada, o exame de mormo passa a ser exigido para a emissão da Guia de Trânsito Animal.

Em São Borja, a Inspetoria de Vigilância Sanitária já recebeu orientações da Secretaria Estadual da Agricultura. As fiscalizações estão sendo ampliadas e segundo o Fiscal Agropecuário, Rafael Zborowski, todos os criadores precisam estar com os documentos de Anemia e Mormo em dia, para o transporte dos animais.

Até o momento, não existem suspeitas da doença em outros pontos do estado, mas Zborowski reforça que é importante a prevenção. Criadores que transportarem animais sem os documentos estão sujeitos à multa e apreensão dos animais, até a atualização da documentação.

Como não existe laboratório que faça a análise no Estado, o tempo entre a coleta de amostra e o resultado pode chegar a até cinco dias.

Atualmente, os laboratórios que recebem amostras estão localizados em São Paulo e Brasília.

Colheita da soja está quase concluída

Mesmo com alguns registros de chuvas nos últimos dias, a colheita de soja avançou bastante em São Borja. Produtividade é considerada bastante positiva.

Segundo o balanço mais recente da Emater, no início da semana, já estavam colhidos 70% do trigo na região. Neste ano foram plantados 55 mil hectares no município. A produtividade média se mantém na faixa de 45 sacos por hectare, uma das maiores dos últimos anos, segundo destaca o técnico Clóvis Scwengberg.

Para os próximos dias, mesmo com a previsão de tempo firme, o ritmo da colheita deve diminuir, pois as áreas plantadas mais no tarde também retardam a maduração e, com isso, a operação ainda se estenderá até o início de maio.

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