Não basta apenas estar recuperado do coronavírus, mas sim confirmar que a infecção não deixou sequelas no organismo.

A pandemia tem deixado sequelas não somente na saúde, mas também na economia, nos relacionamentos, na educação, sendo um desafio em todos os âmbitos.

Ainda existe muito o que aprender sobre o novo coronavírus, mas evidências já conseguem apontar riscos cardíacos após a infecção.

Indivíduos que não apresentavam problemas cardíacos ou até mesmo fatores de risco para eventos cardiovasculares podem desenvolver alterações cardíacas. Por isso, o recomendado é que todos pacientes acometidos por covid-19 sejam acompanhados por cardiologista para uma possível reabilitação.

Diversas pesquisas e estudo estão em andamento para elucidar melhor esse assunto, mas o que sabemos até o momento é que o coronavírus pode atacar diretamente o miocárdio (músculo cardíaco), causando uma inflamação, conhecida como miocardite. O miocárdio é responsável pelo bombeamento do sangue para o restante do corpo, estando inflamado, poderá ocorrer diminuição do aporte sanguíneo, substrato para arritmias e insuficiência cardíaca.

Outro problema relacionado a exacerbada resposta inflamatória devido a infecção é a disfunção no endotelio dos vasos sanguíneos, aumentando a resposta pró- coagulante, o que associado a menor oferta de oxigênio, contribui para formação de trombos nas artérias, aumentando o risco de trombose e infarto.

Com isso, devemos saber que receber alta médica após ter covid-19 não significa necessariamente estar totalmente recuperado. Existe risco de sequelas em todos os órgãos, e todo sintoma (cansaço, palpitação, falta de ar, dor muscular, dor no peito, dor de cabeça) deve ser avaliado.

Por isso, pra quem teve covid-19, é extremamente necessário ficar atento aos sinais que o corpo emite e manter uma rotina saudável. Além disso, manter a positividade também faz parte da recuperação. Portanto, devemos seguir com fé e esperança, acreditando em dias melhores.

Em caso de dúvidas, não pense duas vezes em procurar orientações do seu médico.

A importância de controlar os fatores de risco

A idade avançada, o diabetes e a obesidade são capazes de tornar a infecção pelo covid-19 mais grave.

A idade é o fator de risco que tem maior peso. Já a obesidade tem o risco agravado de acordo com o Índice de Massa Corporal (IMC).

Obesidade grau 1 (IMC entre 30 a 34.9kg/m2) apresenta um risco 1,4 vezes maior.

Obesidade grau 2 (IMC entre 35- 39,9kg/m2) apresenta um risco 1.8 vezes maior.

Já a obesidade mórbida (IMC acima de 40kg/m2) empata com o fator idade, já que o risco passa a ser 2.6 vezes maior.

Quanto ao diabetes, se a doença está compensada, o risco é 1,5 vezes maior, porém quando a doença não está compensada, esse risco torna-se 2 vezes mais alto.

Ao adotar um estilo de vida saudável, você estará prevenindo a Obesidade e o Diabetes. Porém, se você já tem essas comorbidades, ao adotar um estilo de vida saudável você irá compensar essas doenças, diminuindo não apenas o risco de desenvolver formas graves da covid-19, mas também o risco de desenvolver Infarto agudo do miocárdio ou Acidente vascular cerebral.

Sempre vale a pena ser saudável, nunca é tarde!

Fonte: artigo ‘Factors associated with covid-19-related death using OpenSAFELY’ (08/07/2020)

LuanaAndrade

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